Lenora de Barros (1953, São Paulo) é uma grande expoente da poesia visual, linguagem cuja origem remonta ao movimento da poesia concreta dos anos 1950, período também marcado pela gênese de uma forte abordagem construtivista e vanguardista na arte brasileira. A prática da artista se iniciou nos anos 1970, como desdobramento dessas fortes correntes das décadas anteriores, onde a palavra e a imagem apresentavam-se como seus materiais primordiais. Desde então, seu foco volta-se para a exploração das possibilidades dos códigos dessas linguagens que ela articula através de diversos suportes, tais como vídeo, performance, fotografia, instalação sonora e a construção de objetos.
Formou-se em linguística pela Universidade de São Paulo. Realizou exposições individuais em importantes espaços na capital paulista, como Paço das Artes – Oficina Cultural Oswald de Andrade (2016); Pivô (2014); e Galeria Millan (2001, 2008, 2009, 2011, 2015); e no Rio de Janeiro, como Oi Futuro (2010) e Paço Imperial (2006).
Entre as coletivas de que participou, destacam-se: Radical Women: Latin American Art, 1960-1985, Hammer Museum, Los Angeles, EUA (2017), e Pinacoteca do Estado de São Paulo, São Paulo, SP (2018); 17a, 24a e 30a Bienal de São Paulo, SP (1983, 1998 e 2013); 4a Thessaloniki Biennial of Contemporary Art, Tessalônica, Grécia, e 17ª Bienal de Cerveira, Portugal (2013); 11th Biennial of Lyon, Lyon, França (2011), e For You, The Daros Latinamerica, Zurique, Suíça (2009); MAM(na)OCA, Museu de Arte Moderna de São Paulo, SP, e Desidentidad, Institut Valencià d’Art Moderne – Ivam, Valência, Espanha (2006); 5ª Bienal do Mercosul, Porto Alegre, RS (2005/2009); Visual Poetry, Mexic-Art Museum, Austin, EUA, e Diverse Works Foundation, Houston, EUA (2002); e Arte e Esporte na Sociedade Contemporânea, Palazzo Arengario, Milão, Itália (2001).