Siwaju – Aos temporais, marés de retorno
11 de Abril - 30 de maio, 2026
Siwaju
Aos temporais, marés de retorno
11 de Abril - 30 de maio, 2026

A exposição Aos temporais, marés de retorno, de Siwaju, ocupa a Sala de Projetos e a biblioteca do auroras. A mostra reúne um conjunto de obras escultóricas que investigam a matéria como campo de ativação, onde força e estrutura se entrelaçam.

A partir de uma pesquisa baseada no reaproveitamento de materiais, a artista realiza cortes, incisões, dobras, torções e soldas, criando composições que se articulam com aspectos cosmológicos afrodiaspóricos — modos de compreender a formação de mundo, de espaço e de tempo.

Vistas
Fotos: Ding Musa
Obras
Cobra-mundo, 2025-2026
pontilhados de latão, chapas de aço pivotante, barra lisa de aço, solda e processo de oxidação 56 x 56 x 31 cm esfera
altura com dimensões variadas
Sipaki, 2024
metalon, barra de aço, barra de latão e processo de oxidação
65 x 80 x 90 cm
X, 2023
metalon e processo de oxidação 110 x 72 x 11 cm
Fenda-Gìgé (corte), 2026
chapas de aço corten e processo de oxidação 165 x 23 x 3 cm
Entre eles, 2024
cantoneiras de aço e processo de oxidação 176 x 15 x 9 cm
Entre nós, 2024
cantoneiras de aço e processo de oxidação 148 x 40 x 12 cm
Black frequencies, 2023
gravura em metal sem entintamento sobre papel hahnemühle 300gr
33 x 25.5 x 4 cm emoldurado
tiragem única
Sobre a artista

Siwaju (1997, São Paulo) vive e trabalha no Rio de Janeiro. Formada em Artes Visuais na Universidade do Estado do Rio de Janeiro (2025), participou do Programa Formação e Deformação da EAV Parque Lage (2022) e da Escola Livre de Artes do Galpão Bela Maré (ELÃ, 2022). Sua prática escultórica investiga a relação entre o tempo e diferentes ecologias, utilizando peças de aço reaproveitadas — doadas, coletadas e recicladas — para construir uma conexão direta com o pensamento tridimensional brasileiro. Suas obras articulam interações entre a matéria e o cosmos, energias visíveis e invisíveis, objeto e ambiente, corpo escultórico e espaço, sempre operando numa temporalidade espiralada, em constante expansão e retorno, ativando saberes da afrodiáspora.