Um conjunto de imagens, aparições, gestos e estruturas referenciais é visto sucessivamente em três telas posicionadas em diferentes pontos do espaço. Centrado em uma instalação de vídeo concebida a partir de um convite para ocupar a biblioteca do auroras, o trabalho explora as estranhas relações dos arquivos com o tempo, tornando passado, presente e futuro uma matéria única.
A repetição ininterrupta criada pelo artista através de um traveling panorâmico constrói uma situação em que o espaço é contíguo, mas o tempo linear é desarticulado.
O loop funciona como mote narrativo. Associando-o à imagem traumática, que se repete de forma intrusiva, e aos fantasmas, que retornam sempre a assombrar o mesmo local, o trabalho usa essa estrutura circular para entrelaçar hipnoticamente as relações entre a memória, a história, e as infraestruturas de informação.